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Tipos de magnésio: entenda as diferenças e saiba qual forma escolher


 

 

 

 

 

O magnésio é um mineral essencial para o organismo e participa de centenas de reações bioquímicas, participando de vários processos importantes 

- Funcionamento muscular e neuromuscular,

- Metabolismo energético,

- Equilíbrio de eletrólitos 

- Manutenção dos ossos e dentes.

 

Mas, quando falamos em suplementação, é comum surgir uma dúvida:

Todos os tipos de magnésio são iguais?

Não exatamente.

Nos suplementos, o magnésio está associado a outras moléculas, originando diferentes sais ou complexos. É por isso que encontramos nomes como magnésio bisglicinato, L-treonato, malato, taurato, citrato e cloreto.

A forma utilizada pode influenciar características como solubilidade, quantidade de magnésio elementar, biodisponibilidade, tolerabilidade gastrointestinal e apresentação da fórmula.

Conheça algumas das principais formas disponíveis.

Magnésio bisglicinato

O bisglicinato de magnésio é uma forma quelada na qual o magnésio está associado ao aminoácido glicina.

É uma das apresentações mais utilizadas quando se busca boa biodisponibilidade associada à excelente tolerabilidade gastrointestinal, sendo especialmente interessante para suplementação diária.

A glicina também é um aminoácido que participa de diversas funções no organismo, inclusive no sistema nervoso.

Muito utilizado em formulações relacionadas à função muscular e neuromuscular.

Magnésio L-treonato

O magnésio L-treonato é formado pela associação do magnésio ao ácido L-treônico, um metabólito relacionado à vitamina C.

Essa forma despertou grande interesse científico principalmente por pesquisas relacionadas à capacidade de aumentar a disponibilidade de magnésio no sistema nervoso central.

Por essa razão, tornou-se uma forma diferenciada em formulações direcionadas à função cerebral e cognição.

Apesar dos resultados promissores, é importante destacar que as evidências clínicas em humanos ainda estão evoluindo e não justificam atribuir ao L-treonato efeitos terapêuticos específicos para memória, ansiedade ou distúrbios do sono.

Magnésio malato

O magnésio malato resulta da associação do magnésio ao ácido málico.

O ácido málico participa de processos bioquímicos relacionados ao metabolismo celular e à produção de energia. Por esse motivo, essa forma é bastante utilizada em formulações direcionadas ao metabolismo energético, disposição e função muscular.

Interessante para formulações destinadas à função muscular e à prática de atividade física.

Magnésio taurato

No magnésio taurato, o mineral encontra-se associado à taurina.

A taurina é um aminoácido envolvido em diferentes processos fisiológicos, incluindo funções relacionadas aos sistemas cardiovascular, muscular e nervoso.

Associação de magnésio e taurina torna-se interessante para formulações voltadas ao equilíbrio neuromuscular e suplementos direcionados ao suporte cardiovascular.

É importante considerar que a evidência clínica específica para o magnésio taurato ainda é mais limitada do que a literatura disponível para magnésio e taurina avaliados separadamente.

Citrato de magnésio

O citrato de magnésio é uma das formas mais tradicionais e conhecidas de suplementação.

Apresenta boa biodisponibilidade e boa solubilidade, características que também podem favorecer seu uso em preparações em pó e sachês para diluição.

Outra particularidade é sua influência sobre o trânsito intestinal. Dependendo da quantidade utilizada e da sensibilidade individual, pode favorecer o funcionamento intestinal.

Cloreto de magnésio

O cloreto de magnésio é altamente solúvel em água.

Por isso, pode ser utilizado quando se deseja desenvolver preparações líquidas

Sua principal limitação está na palatabilidade, já que apresenta sabor caracteristicamente amargo e salgado.

 

Afinal, qual é o melhor tipo de magnésio?

A resposta é: depende do objetivo da suplementação e das características de cada pessoa.

Não existe uma única forma de magnésio que seja superior para todas as situações.

De maneira simplificada:

Bisglicinato de magnésio → excelente opção para suplementação diária quando se busca boa biodisponibilidade e tolerabilidade gastrointestinal.

Magnésio L-treonato → forma diferenciada, principalmente estudada em relação ao sistema nervoso e à cognição.

Magnésio malato → bastante utilizado em formulações relacionadas ao metabolismo energético e à função muscular.

Magnésio taurato → associa magnésio e taurina e é utilizado principalmente em formulações voltadas ao suporte cardiovascular e neuromuscular.

Citrato de magnésio → combina boa biodisponibilidade e solubilidade, podendo ser particularmente interessante quando também se deseja favorecer o funcionamento intestinal.

Cloreto de magnésio → destaca-se pela excelente solubilidade em água, porém não é palatável

Magnésio total não é a mesma coisa que magnésio elementar

Esse é um dos pontos mais importantes na hora de comparar diferentes suplementos.

Quando uma fórmula contém, por exemplo, 500 mg de bisglicinato de magnésio, isso não significa que esteja fornecendo 500 mg de magnésio.

O magnésio representa apenas uma parte da molécula.

A quantidade efetivamente fornecida do mineral é chamada de magnésio elementar, e sua proporção varia conforme a fonte utilizada e a especificação da matéria-prima.

Por isso, comparar suplementos considerando apenas a quantidade em miligramas do composto pode levar a conclusões equivocadas.

O mais importante é avaliar quanto de magnésio elementar aquela formulação efetivamente fornece.

Da mesma forma, uma formulação voltada ao sistema nervoso pode apresentar composição diferente de outra desenvolvida com foco em função muscular ou metabolismo energético.

Suplementação personalizada

A necessidade de magnésio pode variar conforme alimentação, idade, estilo de vida e condições individuais.

A manipulação permite selecionar a forma de magnésio, quantidade de magnésio elementar, associações e apresentação farmacêutica de maneira individualizada, seguindo a orientação do profissional habilitado.

Na Farmadoctor, a escolha das matérias-primas considera critérios de procedência, qualidade e especificações técnicas, permitindo desenvolver formulações adequadas a diferentes necessidades.

Magnésio não é tudo igual.

A forma química, a quantidade de magnésio elementar, a solubilidade, a tolerabilidade e a qualidade da matéria-prima fazem diferença na formulação.

A suplementação deve ser individualizada e realizada com orientação de profissional habilitado.

 

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